sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ferrock em Ceilândia fará homenagem às lendas brasilienses





Nessa semana, Ceilândia estará voltada para o rock and roll. Será realizado nos dias 13, 14 e 15 de novembro, mais uma edição do Ferrock. Com 25 anos de tradição, o evento irá reunir bandas consagradas do rock brasiliense no chamado “Ferrock Revival – Homenagem ao Rock candango”.
O evento fará uma homenagem às bandas que fizeram a história do rock brasiliense dos anos 80 e 90, e que contribuíram para consolidar Brasília como a capital do rock nacional. Segundo um dos fundadores do Festival, Ari de Barros, muitas das bandas que vão se apresentar não estão mais na ativa. Elas se recompuseram apenas para a apresentarem nesta edição do Ferrock. Todas as 25 bandas programadas para os shows têm mais 15 anos de estrada. Entre outras, o público irá conferir bandas consagradas como: Marciano Sodomita, Os cachorros das cachorras, 5 Generais, Mel da Terra, ARD, Os Cabeloduro, Elffus e Faces do Caos.
Além das bandas candangas, o público vai conferir shows de artistas de renome nacional, como: Nazi e Banda (Ex-Ira-SP), Casa das Máquinas (SP), Made in Brazil (SP), e Finis Africae (RJ).
O Ex-Ira, Nasi, voltou a cena do Rock este ano com o trabalho em DVD “Nasi Vivo na Cena”. Em seu repertório, o“Wolverine brasileiro” vai apresentar ao público brasiliense trabalhos já conhecidos, novas composições e parcerias.
A banda Marciano Sodomita existe desde 1977 e, nesses anos, se tornou uma das referências do rock punk na Capital Federal. Esta será a quarta apresentação do grupo no festival. Para o baixista da banda, Luiz Fabiano dos Santos, Ceilândia tem um público especial. “O público de Ceilandia é mais aberto. Aqui há espaço pra tudo, eles aceitam do forró ao rock sem nenhum preconceito”, disse. “A cidade é muito grande, e esse é um dos motivos pelo qual todos os estilos convivem em perfeita harmonia”, finalizou o roqueiro. A banda vai apresentar composições dos anos 70, 80 e 90.
O Ferrock
Quem disse que Ceilândia abriga apenas a cultura nordestina? Quando o assunto é cultura, a maior cidade do Distrito Federal pode ser considerada uma democracia musical. Forró, rap, hip hop e o rock são alguns dos estilos que fazem da cidade um celeiro da música.
O Festival Revolucionário do Rock (Ferrock) foi criado na cidade em 1985, por um grupo de amigos que eram amantes do Rock’n’roll. Segundo Ari, de início eles pensavam em fazer um trabalho para alertar a população sobre a realidade vivida e mostrar aos jovens da cidade a importância de se pensar o lado social junto aos festivais de música. Todos os donativos arrecadados no evento, por exemplo, são distribuídos em creches e asilos da cidade. Este ano, por se comemorar o aniversário de 50 anos de Brasília, o festival foi dividido em duas edições. A primeira ocorreu em maio e trouxe bandas de renome internacional, como Napalm Death e Suffocation.

2 comentários:

elffusoficial disse...

O FERROCK è sem sombra de dúvidas o maior festival underground do Brasil. O que rola é Rock de verdade, produtores que batalham e bandas que tocam principalmente por amor ao Rock'n Roll e à música. Isso é FERROCK, ISSO É PURO ROCK'N ROLL.
Parabéns galera do FERROCK, 25 anos não é para qualquer um

Anônimo disse...

Maceió, 15 de Outubro de 2010

Caro Ari, Reinaldo, Rai, Adriano e demais amig@s;

Nestes últimos três dias (re)vivi um tempo que até então pensava ter passado definitivamente e que não poderia ter me expressado durante a apresentação. Quando o Reinaldo (baixista) mencionou que o CSM tocaria no Ferrock, achei que era piada ou algo assim, eu simplesmente não acreditei, afinal de contas já haviam passados 17 anos desde a nossa última apresentação. Naquela época tudo era mais difícil, não tínhamos instrumentos (eu tocava com um galão de gasolina como se fosse uma caixa, o bumbo era uma zabumba emprestada e o prato era um pedaço de lata), ensaiávamos debaixo de uma antiga mangueira no quintal da casa da minha mãe, as vezes íamos para casa do Raí (vocal) onde havia uma formidável coleção de discos, na casa do Adriano (guitarra) e do Reinaldo discutíamos os “arranjos”. Naquela época Ceilândia era só poeira os espaços de lazer na cidade se resumiam ao Sabóia (setor O) e o Quarentão. Alem disso, mesmo que quiséssemos não poderíamos tocar como as bandas que gostávamos com The Varukers, Desakato a Autoridade, Cólera... A única alternativa era “provocar o máximo de ruído possível”. Contudo, para alem de qualquer precariedade técnica tínhamos algo inestimável: tínhamos muitos amigos que formaram um coletivo onde se discutia de tudo: música, pensamento libertário, imprensa alternativa, protestos entre outras coisas. Nas apresentações entre um som e outro o Raí sempre cativava o público com seus comentários elaborados e muito diretos e as vezes até engraçados. Tínhamos um movimento, parcerias e também tínhamos algumas tretas que tentávamos resolver pelo diálogo, o que não implicava numa filosofia pacifista do grupo, de fato éramos bem combativos e as vezes muito rudes, dependendo das ocasiões.
Neste show de 25 anos do Ferrock, essas e outras memórias vieram a tona. Quase vinte anos depois, eu não reconhecia as letras, as bases, tão pouco os sentimentos que tomavam conta de mim ao rememorar o que passou, o que eu guardei lá no fundo, que aprendi a controlar em nome do “politicamente correto”. Contudo, fui tomado pela mesma energia da época, que expressei de maneira enérgica e as vezes colérica durante a apresentação desse sábado. De fato, estávamos muito emocionados e felizes de reencontrar a tod@s. Também haviam alguns curiosos interessados em ouvir alguns “ecos do passado” , jovens que nasceram nos anos 90, depois que o CSM já havia desaparecido e hoje mantém a cena acesa no DF.
Finalmente, quero agradecer a todos que participaram de alguma maneira deste projeto.

Espero poder revê-los em muitas outras ocasiões!
Um abraço.
Breitner Tavares

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